sábado, 13 de março de 2010

Precious



Já saiu do cinema completamente em choque? Precious é um desses filmes que vai te provocar novamente essa sensação, com certeza. Baseado no romance Push da escritora afro-americana Sapphire, é uma história de superação e valorização da vida. Com seis indicações ao Oscar, Precious levou duas estatuetas: de melhor roteiro adaptado e de atriz coadjuvante para Mo’nique, que faz a mãe (se é que aquela criatura merece tal título) de Clareece Precious Jones, que além de ser obesa, é humilhada em casa e escuta da desequilibrada projenitora coisas do tipo “You're a dummy. Dont nobody want you, dont nobody need you" todos os dias... Isso sem citar coisas muito piores, mas é do tipo TEM que assistir. Para darmos valor às nossas vidas. Até o mais rabugento e pessimista dos humanos que assistir a Precious vai parar de reclamar da própria existência por pelo menos uns dois meses, juro. O filme conta ainda com Mariah Carey, irreconhecível como assistente social e Lenny Kravitz de enfermeiro.

Na minha opinião, uma das cenas mais lindas é quando Precious coloca no pescoço de uma garotinha aparentemente tão maltratada quanto ela um lenço laranja, an orange scarf, as you like it, vibrante e esvoaçante. A menina sorri. Isso pra mim é MODA. Dar um sopro de alegria e de cor à vida das pessoas, desde os primórdios da história do vestuario na humanidade até os dias contemporâneos. Eu realmente acredito que a moda é uma fonte de prazer e alegria -ok, para as mulheres principalmente - e alegria é algo essencial a vida. Ponto final. Bom, desnecessario dizer que fiquei arrepiada. Fantastico filme. www.weareallprecious.com

No inicio do longa, escrito na deficiente letra de forma de Precious, que era semi analfabeta, lia-se a mensagem "EVDYFIN IS A GIF OF THE UNVASS" Everything is a gift of the Universe.


quarta-feira, 10 de março de 2010

The very last real McQueen

Ontem aconteceu em Paris - na mesmíssima data e hora nas quais estava programado antes do trágico anúncio - o último desfile de Alexander McQueen cuja coleção foi de fato idealizada e produzida por ele. O estilista britânico, que cometeu suicídio aos 40 anos em seu apartamento londrino há menos de um mês, já havia deixado 80% das peças prontas. Coube à Sarah Burton, sua braço direito há 16 anos, finalizar o trabalho e apresentá-lo.






Ao contrário da última coleção, que explorou a tecnologia e a revolução de costumes provocada pela internet, McQueen se voltou para a época medieval e em sua derradeira coleção de 16 looks é explícita a referência à religiosidade e à estética bizantina. Bordados, brocados e volumes remetem a catedrais góticas e barrocas. As aplicações douradas lembram símbolos eclesiásticos e as mangas longas e golas altas evocam rainhas bizantinas ou duquesas da era medieval. "Ele se inspirou na idade das trevas, mas encontrou luz e beleza dentro desse universo", disse Sarah à imprensa inglesa. Para Hillary Alexander, uber jornalista de moda do jornal britânico The Telegraph, o desfile, apresentado em uma pequena sala exclusiva à selecionados editores, teve atmosfera de homenagem póstuma. A trilha ficou por conta da soprano alemã Simone Kermes e intensificou o clima de despedida de um grande nome da moda.

Segundo François Henri-Pinault, diretor da PPR, conglomerado de luxo que detém os direitos da marca, a etiqueta Alexander McQueen vai continuar no mercado. "É a melhor homenagem que podemos fazer a ele", disse Pinault na ocasião da morte do estilista. Tal iniciativa homenageia também os cofres da própria empresa, já que só nesse período pós morte de McQueen as vendas da marca já cresceram a olhos vistos. A interrogação agora fica por conta de quem deve assumir a criação da grife, Por enquanto, é Sarah Burton, e acho justo e digno. Mas corre a boca pequena que o garoto prodígio Gareth Puh está entre os cotados para o cargo. O tempo dirá.



terça-feira, 9 de março de 2010

Anna dello Russo










Muita gente acha que é too much, performático ou escandaloso o estilo da italiana editora da Vogue Japão Anna dello Russo. Dizem que é lamentável pois muitas vezes ela dá um copy paste do look tal e qual foi apresentado no desfile. Isso realmente não precisa, mas de resto eu acho fantááástico como e quanto ela se monta. Para as temporadas internacionais ela faz três trocas de roupas por dia! Sim, ao estilo diva super star, para alegria dos fotógrafos especializados e imagino eu, também dos estilistas, já que ela deve ganhar as tais roupitas nada básicas. Ela é uma personagem sem medo nenhum de parecer cafona ou exagerada e acho que é de mais gente assim que a moda precisa. No Brasil ela seria olhada de cima a baixo e teceriam comentários aos sussuros do tipo "mas pra que tanta cor?", "carregou demais nos acessórios", "parece uma árvore de Natal" ou até o pior "ai, coitada, tá ridícula e nem tem idade pra isso." Pena que não tenhamos no nosso universo de moda que ainda engatinha personagens como Anna. Mas que bom que ela dá suas passeadas por Tóquio, Paris e Milão e lá tem fãs de sobra. Amo!

Anna Wintour




Vamos lá... Se o assunto é editoras e moda, é lógico óbvio evidente que Anna Wintour, da Vogue americana não poderia faltar. Mas o estilo dela não é algo que me inspira. Sorry, posso estar cometendo o maior sacrilégio do mundo fashion, mas antes pecar pela sinceridade do que pela mentira, nénão? É claro que ela está sempre super elegante e se veste de forma correta e impecável, mas não ousa nem um tiquinho, acho tão boring... Bom, mas ela é a cara da revista que edita: comercial, bonita dentro de um padrão estabelecido (por ela? pelo mercado?) do que é bacana e aceitável e pronto. Emoduraldinha. E dá-lhe tweed Chanel, muita Prada pra fazer jus à fama, Balenciaga e os florais de Carolina Herrera que ela ama tanto que usou três vezes em eventos diferentes, lembram disso? Enfim, taí. Podre de chique, mas não me dá nem cócegas.

Carine Roitfeld





Carine Roitfeld, toda poderosa da Vogue francesa, aposta sempre nos tons neutros e deixa a ousadia por conta dos cortes geométricos, inusitados ou nas peças estruturadas. Quando quer destaque, vai de metalizado ou aplicações estratégicas e de bom gosto. Se você a vir de maxi estampa colorida ou floral, leve o guarda-chuva de aço pois vai chover canivete. Quer virar fã? Ou odiá-la forever, dependendo do seu grau de desprendimento para com a beleza feminina alheia... A francesa disse que usa a mesma numeração de roupas desde os seus 18 anos. E aqui entre nós, ela já apagou cinco dezenas de velinhas há um tempo. Como diria a cozinheira dona Benedita que existe dentro de cada uma de nós: "Benza Deus." E benze nóis também, fazendo o favor.

Giovanna Bataglia


As semanas de moda internacionais estão rolando no hemisfério Norte. Já foi Milão e agora Paris é palco dos desfiles outono/inverno de várias marcas. Desnecessário dizer que as pessoas vão montadas ao evento, principalmente as editoras de moda de revistas prestigiadas. Mas é uma montação (que ao menos parece ser) despretenciosa, solta, criada sem esforço, de uma forma natural e leve. Minha preferida tem sido Giovanna Bataglia, da Vogue Italia. Mesmo com salto enorme e mostrando as longas pernocas ela mantém mega a elegância, usando como ninguém a lei da proporção. Tem uma declaração dela no blog da Garance Dore que eu achei simplesmente o máximo! "The lower I fell, higher the heel" hahahaha Adooro, é por isso que eu quase só tenho usado sapatilha, bem! :) Vale lembrar que a moça namora ninguém menos que Vladimir Roitfeld.







O fato de que ela está sempre com make quase zero e cabelos ao natural - tanto na cor quanto na textura - é um mega plus na contagem dos pontos cool. Que progressiva o que, gata? Se monta, sobe nas tamancas e sai linda!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Red Carpet Oscar 2010

Começo com Demi Moore não pelo vestido em si, que ok, é um lindíssimo Versace, com babados sobrepostos de mega bom gosto e cor incrivelmente feliz para seu tom de pele. Mas não é nem isso que impressiona. O que acontece com essa mulher que fica mais jovem a cada ano? Tá certo que ter Ashton Kutcher como maridinho é um elixir da juventude e tanto, mas não é possível, tem de haver mais algum segredo! Ela dorme numa câmara hiperbárica? Vive de luz? Bebe cinco litros de água por dia e faz duas sessões de bronze semanais??? Por favor, alguém pode me explicar?

E o troféu originalidade vai para... Nicole Richie! Enquanto tooodas as celebrities optaram pelo tomara que caia ou ombro único, ela foi de decote zero e manga morcego no longo de paetês de Reem Acra. Sorry, mas esse ano não deu nem pra nossa eterna Carrie SJP, o título diva fashion do red carpet ficou com a ex-maluquete e BFF de Paris Hilton.

Tina Fey e o pretinho nada básico de Michael Kors. Ombro único, brilho, aplicações, amei. Quando o assunto é a roupa que vai vestir, essa moça não gosta de fazer graça não... Falando em Michael Kors, contei que o vi andando nas ruas de Milão todo faceiro? Na temporada de moda de outubro/09....

Sigourney Weaver apostou no vermelhão de ombro único Lanvin, com um drapeado leve e fluido meio coluna grega bem ao estilo Madeleine Vionnet.

Unir várias tendências e conseguir um bom resultado é pra poucas. Vide o metalizado, rendas, corte ajustado sem um pingo de vulgaridade, cabelo pro lado, make de diva. Palmas para Sandra Bullock e seu longo Marchesa. (E seu stylist, quem aí sabe quem é?) Look perfeito para ganhar um Oscar. E não é que levou? Modelito certo é tudo, bem! E voilá, tem mangas!!!! ÓÓÓÓHHH!

Kate Winslet tá deusa de Yves Saint Laurent. Apesar de compor o festival de tomara que caia e metalizados da noite, Kate tá gata, isso o que importa.Make e cabelo idem, tudo certo.

Maggie Gyllenhaall de Dries Van Noten. O colorido se destaca, isso é bacana. Mas não inspira. Pelo menos não a mim.

Zoe Saldana de Givenchy. Gostei da textura meio pompom da barra e do degradê sutil de cores.

Jennifer Lopez e um dos zilhares de tomara que caia da noite. O que o povo em Hollywood tem contra mangas, na boa? Detalhe que o Armani Privé lembra bastante (digo lembra pra ser delicada e manter a amizade) o Armani Privé (siiiiim) de Amanda Seyfrield. Abapha. Eu se fosse celebritie jogava uma praga pro Giorgio e suas quinze gerações seguintes. Desaforo!

Sarah Jessica Parker de Chanel. Essa aí incorporou a fashionista desde SATC e não larga mais! Que bom!
Um dos poucos , senão o único, tomara que caia que ameeei de paixão no tapete vermelho de ontem foi o Oscar de la Renta da Cameron Diaz. Luxuoso, bem cortado, ajustado ao corpo mas longe de qualquer vestígio de vulgaridade... Divino.

Amanda Seyfrield de Armani Prive

Nem mais nem menos. Tecido certo, corte certo, cores ok. Talvez as três "faixas" pretas do vestido Chanel deem uma óptica não muito favorecida à silhueta de Diane Krueger, mas tem textura, leveza e pasmem! conseguiu fugir do tomara que caia! Já merece crédito!

Penelope Cruz de Donna Karan. Ela é sempre diva, mas sem dúvida já teve dias melhores. O tafetá pesou, a cor não favoreceu e ficamos com a impressão de que titia Karan foi por demais generosa com as medidas e Pepe foi à cerimônia portando dois metros de tecido a mais do que o necessário. Justo ela que é sempre uma aparição no red carpet. Pena.

Rachel McAdams, de Ellie Saab. Só eu achei que esse floral abstrato apagadinho a envelheceu dez anos? O libanês é gênio em gowns red carpet, mas não foi muito feliz nessa empreitada. Ela é tão lindinha, poderia brilhar muito mais com uma cor mais intensa ou algo mais estruturado, uma pitada de brilho, sei lá. Faltou.

Vera Farmiga de Marchesa. Um vestido ou uma instalação artística? Lady Gaga vestiria fácil. Adoro pela cor e ousadia, não é qualquer uma que segura. Só não precisava do batom vermelho e os brincos de pérola giga à la vovó. Ficou old.