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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Brasil está na moda

Capa de um especial do Le Monde sobre o Brasil de 2010. "Um gigante se eleva"


É sempre muito interessante notar qual visão um povo estrangeiro tem de nós brasileiros, principalmente quando estamos no território deles. Um sentimento parecido com o de chegar em uma festa, descobrir no hall que estão falando de você e por isso permanecer lá quietinha e anônima alguns segundos para ouvir clandestinamente qual opinião a seu respeito.

A primeira vez em que estive na França, em 2001, Brasil era "o maior e mais populoso país da América Latina cuja capital é Brasília, uma moderna cidade planejada de ares futuristas projetada pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer..." e por aí vai (sim, eles sabem tudo isso, franceses não são americanos, graças ao Bon Dieu), mas ainda assim extremamente exótico, distante e desconhecido. Hoje, mais de dez anos depois, o som da palavra “Brésil” desperta um sorriso ainda curioso, porém muito mais encantado e cheio de admiração. Não mais apenas pelo futebol ou pelo samba e Carnaval. Todos (unanimidade) amam a figura do Lula, viram nele o personagem do Brasil pobre e marginal que chegou ao poder (o que faz vibrar o espírito revolucionário e socialista de qualquer francês) sabem que elegemos uma mulher (opa, outro ponto para nós), que bem ou mal segue o “legado” do governo anterior* , nos vêem como economia pulsante, pungente, como um país em franco desenvolvimento (ao meu ver infelizmente apenas econômico e não educacional/cultural, mas aí meu bem, papo longo), sempre ensolarado e sorridente (já começa a mítica) e lançador de modismos e tendências. E neste último quesito estão certos. O Brasil está mesmo em voga.

As tradicionais espadrilles (alpargatas de tecido e solado de corda) são os calçados oficiais do verão europeu, mas se você é verdadeiramente cool andará por Paris ou St. Trop com um belo par de... Havaianas. Oui. A marca, que não é boba nem nada, abriu inclusive tem uma loja no... Marais. O arrondissement mais fervido da ville.

Todo salon de coiffeur que se preze tem no menu da vitrine dois itens obrigatórios: Lissage brésilien - Sim, acreditem se quiserem, nossa escova progressiva alisando geral a juba da moçada enfants de la Patrie... E Maillot brésilien - mais conhecida na Califa, NYC e adjacências como brazilian wax, aquela “virilha cavada” ixxperrtha que dez anos atrás só a Marlene da Silva, top depiladora do salão do seu bairro sabia fazer. Pois bem, já dominou geral. Todas querem ser brasileiras. O que ainda não se popularizou, malheuresement, é a bendita abençoada manicure brasileira (aquela que tira as cutículas, lixa e esmalta com perfeição), mas nos salões mais branchées, os mais sofisticados e caros, as manicures são brasileiras. Talvez portanto seja só uma questão de tempo para a Manicure Bresiliénne virar febre.

Fui com um grupo de amigos e amigas franceses em um pub de Saint Germain, na rue des Princesses, coração do Quartier Latin. Voilá, um calor dos infernos dentro daquele lugar e eles adooramm, "uhuul, verão, vamos suar". E eu morrendo, pedi ao barman “une boteille d´eau minerale, si vous plait”. (Se pedir une verre d´eau ou carrafe d´eau te dão água torneiral mesmo, que matar não mata, mas ainda estou estudando os efeitos, rs) Pois bem, um segundo depois, a música do bar mudou. O que começou a tocar? “ERA UM MENINO TOCADÔ QUE DISPENSÔ O AGOGÔ E O TAMBÔ PRA TOCÁ LATÁÁÁ”, Daniela Mercury berrando lá nos idos de 1990 e tralálá, estão lembrados? 

Em momento algum ninguém perguntou minha nacionalidade. Mas pelo “accent”  fui identificada e já imediatamente “premiada”. Ou punida, entendam como quiserem. O que se seguiu foi Vanessa da Mata em dueto com Ben Harper em “Boa Sorte” e de volta à programação normal, porém sempre com um pé na latinidade, o barman que era também o DJ (multitarefas, a gente vê por aqui. Reflexos da crise, talvez?) mandou ver com Shakira e arrematou com salsa. É, da salsa não precisava. Vi que era hora de partir.

Mas a homenagem musical do pub não foi de todo ruim e isso só fui notar no dia seguinte, quando ouvi no coiffeur o rádio a toda: TCHE TCHERERE TCHE TCHE TCHE TCHE TCHE TCHE, GUSTAVO LIMA E VOCÊ! Depois da semi síncope de vergonha, a bichinha cabelereira de Avignon (que usava lentes de contato coloridas, la pauvre) me perguntou porque eu não gostava da música... se todo mundo adorava... Me perguntou o que quer dizer a letra... (QUE LETRA?) e também quis saber de Michel Teló, obviamente. Ficou chocadíssima em saber que o significado de "Ah, se eu te pego" (essa pelo menos tem algum, por mais pífio que seja) é “Ah, si jê t´attrape”... Essa era uma fama que eu preferia que o Brasil não tivesse... ou se tivesse que fossem por outros méritos musicais, mas enfim, como eles não compreendem a letra, talvez não apreciariam tanto um samba da nova geração como Roberta Sá ou qualquer coisa similar de mais requintado. É música para as massas, o que importa é o ritmo, e esse pegou. E é... é... é do Brasil, sil, sil. Por bem ou por mal, estamos na moda. Aceite.

Nas rodas mais cultas, a literatura é sempre tema. Aí nos saímos com mais classe. Citam Paulo Coelho, mas a estrela mesmo é Jorge Amado. "Que sorte você tem de poder ler Jorge Amado no original, em português, sem intervenção de tradutores... E saber de tudo aquilo que ele fala, da Bahia, dos temperos, das frutas, os cheiros..." Quer saber? Tenho sorte mesmo. <3>

*Apenas reprodução do discurso que escuto sobre a visão deles da nossa política. Longe de mim entrar nesse mérito. Sério.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Substituto da vez

Os cáquis da Chanel são os esmaltes cobiçados do momento. Tentei um substituto nacional para o Khaki Vert, é o Militar da Colorama. Parecido, não?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Beautiful Audrey



Como um filme de 1964 pode despertar desejos de beauté hoje, em pleno ano 2010? Esse é o poder de Audrey Hepburn. No longa Paris when it Sizzles, filme que assisti neste final de semana (Quando Paris alucina é o título em português, recomendo) sua imagem hipnotiza logo nos primeiros minutos. O coque alto com volume no cocoruto, a maquiagem despretenciosa porém precisa, tudo conspira para que a gente não consiga piscar enquanto ela está na tela. E fiquei pensando... como a maquiagem já era um poderoso instrumento de sedução naquela época. Eu tenho pra mim que nesta cena em que ela está de tailleur verde abacate (também desejei) ela usa cílios postiços. E a sombra marrom perfeitamente aplicada e esfumada, que lhe dá profundidade exata ao olhar? Blush rosado e boca nude. Mais atual impossível! Assim como a moda, a beleza também é cíclica.

sábado, 13 de novembro de 2010

The power of makeup!

Passeando pela internet, fiz uma descoberta de beauty inspiradora. Talvez vocês já conheçam a Michelle Phan, mas eu a conheci recentemente e só o que eu tenho a dizer é que essa menina é um verdadeiro FENÔMENO da beleza.
Michelle antes de fazer uma de suas maquiagens lindas. Passando filtro solar fator 50!
E Michelle depois do make. Nos videos ela ensina tudo! Base, corretivo, pó, sombras, delineadores, rímel... 
Michelle é americana de origem vietnamita, tem 23 aninhos, e desde 2006 faz vídeos tutoriais de maquiagem no Youtube. O sucesso é tamanho que ela ganhou um canal exclusivo no site e hoje é uma das embaixadoras da Lancôme. Portanto nos vídeos atuais ela usa muitos produtos da marca francesa, mas também outras coisinhas de marcas diversas.  Depois de a conhecer, assisti uns 20 vídeos dela (sendo que cada um tem de 7 a 10 minutos, calcule aí quanto tempo eu fiquei na frente do computador), curti seu perfil no Facebook e a sigo no Twitter, onde ela tem nada menos que 122.320 followers até então. Seu perfil é @ricebunny. No twitter ela posta links para seus tutorials mas também fala coisas aleatórias e posta fotinhas de antes e depois de seus makes INCRÍVEIS. E tem make pra tudo. Pra baladas, pra usar em baile de máscaras, pra halloween, pra valorizar o olhar usando óculos de grau, para um primeiro encontro... Ela faz tudo parecer muito fácil e sua vozinha doce nos embala. Uma das coisas que me chamou a atenção é que ela usa pincéis para tudo. Tudo mesmo, aplica base e corretivo também com pincel. Isso eu ainda não aderi mas vi que faz diferença... além de não deixar a mão manchada de base, né?

Em seu mais recente vídeo lá no You Tube, A Beautiful History, feito para celebrar 1 MILHÃO de subscribers e ajuda uma causa super nobre (a luta contra a malária), ela conta sua história e nos presenteia com uma frase que a mãe dela lhe disse e que me encantou."Beauty comes from the heart. When someone is kind and good nature they give off this glow. It´s true." ♥ ♥ ♥ É ou não é de uma fofura sem tamanho? Mas não é só fofura não, a danada é talentosa mesmo. Vejam e me falem o que acharam. Eu virei fã e fiquei super inspirada a testar novos makes.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Refletindo sobre dieta, verão e plus size

Marylin Monroe, que certamente hoje em dia seria considerada uma mulher plus size.
Mais um verão chegando, o shape tem que estar em cima para o famigerado biquíni, então estava aqui pensando com meus botões sobre como o padrão de beleza atual tem sido um pouco cruel com a maioria das mulheres. Nunca fui do tipo mignon, pelo contrário, sou grandona e de "ossos largos". Coloquei assim mesmo entre aspas porque na real ninguém sabe muito bem o que isso significa cientificamente, mas usamos essa expressão para designar uma mulher que tem quadril largo, por exemplo, por conta da estrutura óssea, sem que lá haja necessariamente um depósito de gordura. Meu caso. Outra designação que me aplica é a de "falsa magra". De jeans até pareço slim, mas de biquíni não dá pra disfarçar os excessos. A verdade é que desde os 16 anos encaro dietas (com não muita disciplina, confesso) algumas malucas, outras mais saudáveis e o máximo do mínimo que consegui foram 54 quilos, o que para minha altura de 1,70m e a já dita estrutura óssea, é bem razoável. Super vitória. Mas as formas botticellianas parecem gostar muito de mim e se materializam em tentações como bolos, pães, sorvetes, biscoitos e chocolates. Sim, meu maior crime são os doces! Em contrapartida, academia também não é algo que me atrai. Na realidade detesto. Os marombados à frente do espelho, as thutchucas de barrigas e piercings de fora e o constante flerte silencioso entre as duas partes me enoja. Além disso, o suor comunitário... Ter gotas caindo pela testa (mesmo com uma toalhinha ali sempre a postos) e ficar vermelha como um pimentão em frente a dezenas de pessoas não é exatamente meu ideal de diversão. Enfim, atualmente a balança me dá notícias numéricas pouco amigáveis que oscilam entre 58 e temíveis 60. Mas ok, deixem minha história pra lá. Ei de vencer esta guerra! Rs

O fato é: magras são mesmo mais bonitas e elegantes. Em matéria de moda, então, nem se fale. Tudo cai bem, tudo parece melhor. Anna dello Russo certamente não poderia desfilar por aí tantos modelitos minis e micros se não fosse magérrima. (OK, o correto segundo o léxico gramatical da nossa amada língua portuguesa é macérrima, mas sorry, não consigo! Não soa errado?) Bom, para que a moda contemporânea alcance todas as mulheres interessadas em se bem vestir, afinal a porcentagem da população feminina que veste 36 é ínfima, surgiram as modelos plus size. Lindíssimas moças com tamanhos generosos. Nos EUA, algumas são top como Crystal Renn, que estrelou editorial na Vogue francesa. Acho digno. 



Acontece que houve épocas em que esse padrão não existia. Ou melhor, o padrão era outro. Marilyn Monroe, um dos maiores símbolos sexuais e referência de beleza do mundo, hoje seria considerada uma atriz plus size. Choque, não é?
Marilyn diva: linda, loura e bem fofa.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Stiletto nails

Podem trocer o nariz (eu confesso que também não acho bonito), mas as unhas triangulares, ou stiletto nails já se estabeleceram como uma tendência lá fora. Primeiro foi Dita von Teese que trouxe de volta unhas longas e ovais às luzes da ribalta. Outras celebs também adotaram. Fergie em sua recente visita ao Brasil chocou algumas mocinhas mais convencionais ao exiber suas garras, mas na real usar unhas ovaladas ou triangulares é um revival dos anos 50 e 60, quando só se usavam unhas assim. E realmente unhas de formato oval alongam os dedos e deixa as mãos mais femininas. As triangulares acho um pouco freak, mas é vintage, confiram. *A quem possa interessar, as minhas mantenho-as quadradas. 

Vogue Paris dezembro de 1960

Vogue Paris dezembro de 1950


Vogue British junho de 1950


Fergie super adotou o formato triangular nas unhas
E Rihanna levou o triangular ao pé da letra. Abstenho-me de comentários.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Is shorter better?

Estou naquelas fases de se entender com o cabelo, sabem como é? Já tive cabelo curto, médio, longo e ultra longo. Mesmo tendo os cabelos lisos, porém com volumes instáveis sujeitos a alterações súbitas e leves ondulações (que adoro quando resolvem dar o ar da graça), já fiz cerca de três progressivas e até mesmo aquelas escovas definitivas, a tal técnica japonesa. Burrice! O cabelo perde a memória, a capacidade de se adaptar a um penteado, não pega nada, fica um lisão absurdo, de personalidade zero! Super assumi o volume e fiz aquisições de beauté para me auxiliar nessa luta:  mousses, fixadores, difusores e um babyliss para tentar fazer em casa um cabelão estilo capa de Nova. Hahahaha  Depois posto as aventuras capilares. (Se o resultado for satisfatório!)

Mas esse post é pra falar de cortes e a incrível mudança PRA MELHOR que um bom corte de cabelo pode fazer. O verão se aproxima e muitas mulheres sentem o comichão da tesoura, querendo um cabelo mais fresh para o calor. Meu último corte mais radical, um médio pouco antes do ombro teve um efeito um tanto traumático. Fiquei meses tentando me adaptar e sentindo falta do comprimento. O fato foi que não cortei num top cabelereiro, então o corte ficou deixando a desejar, não dá outra: FAIL. Quer cortar? Tem que ir em quem sabe fazer. Em São Paulo, recomendo Studio W  ou Marcos Proença ou L´Officiel dos Jardins. Já cortei nos três lugares e saí sempre satisfeita. Olha só exemplos de curtos que deixaram a mulher muito mais bonita. 

 Carey Mullignan
 Cate Blanchet
 Danii Minogue (é irmã da Kylie?)
 Emma Watson
 Katie Holmes
 Keira Knightley
 Michelle Willians
 Renée Zellweger
 Scarlet Johanson
 Selma Blair
 Siena Miller
Victoria Beckham

Em quase todas elas eu achei o encurtamento das madeixas um bom negócio. Só não achei incrível com Emma Watson e Selma Blair. Curto demais, talvez. Uma coisa é fato: quando o cabelo encolhe, os cuidados com o beauty aumentam a perder de vista. O rosto está mais em evidência e a necessidade de se mostrar feminina é maior. Um cabelo curtinho exige uma maquiagem mais elaborada, pode abusar de brincões, usar mais foco nos acessórios... Enfim, dá mais trabalho. Sem contar a manutenção, né? Alguns cortes pedem uma visita ao salão a cada dois ou três meses. Mas em muitos casos, vale super a pena o resultado. E então, arrisca?

Escolhido


Resolvi dar mais uma chance ao Nouvelle Vague da Chanel. Vamos ver quanto tempo dura. Nos dois sentidos: enjôo da usuária e durabilidade do produto. Por enquanto to amando. Tem uma aura meio seventies, não acham? Flower power, love and peace, etc e tal. ;)

Dúvida cruel

Preparados para o máximo da (f)utilidade feminina? Então vamos!

Animada para colocar um pouco de cor nas unhas (passei muito tempo com rosinhas e clarinhos por conta do casamento), selecionei alguns bem coloridos para a manicure du jour, afinal, o verão vem chegando! Mas na hora de decidir, como faz? Rs
Vamos aos eleitos:
dedo máximo: Hippie Chic da Colorama
dedo indicador: Refresco da Hits Speciallitá
dedo médio: Arábia da Risqué
dedo anelar: Záz da Impala
dedo mínimo: Nouvelle Vague da Chanel

E aí? Qual preferem?

sábado, 30 de outubro de 2010

Substituindo com louvor



OK, ninguém aqui vai discutir o poder da Chanel Beauté de lançar cores incríveis de esmalte que viram desejo absoluto em questão de dias e se espalham pelo mundo todo. O da vez é o Particuliére, um tom de marrom bem chique. Sóbrio e ao mesmo tempo um fashion statement nas mãos. Porém, não precisa viajar ou gastar R$92 em um vidrinho de esmalte (que tem uma durabilidade pra lá de suspeita, já comentei disso por aqui), já que marcas nacionais vão na cola das tendências e estão fazendo muito bem o seu papel. O similar do Particuliére nos trópicos é o Camurça da Colorama. E olha, é bem parecido.
E voilá! Nosso genérico! Sem o desejo do vidrinho com o monograma, mas na minha opinião, com prós! Melhor cobertura, mais brilho e definitivamente maior durabilidade. Pronto, falei. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vamos ao cabelereiro?

Sabe quem está na capa da Elle americana de setembro, a edição mais bombada e esperada do ano? A musa Julia Roberts, estrela do filme Comer, Rezar, Amar, uma das estreias mais esperadas da temporada. Para celebrar a diva, o site da publicação fez uma enquete de quais cabelos da atriz são os preferidos do publico. Resultados a parte, as fotos da camaleoa nos despertam aquele desejo súbito de uma passadinha ao cabelereiro para cortar, tingir, mudar tudo! Só que não é todo mundo que fica bem morena, ruiva, loira, com cabelos longos, médios e curtos, cacheados ou lisos e em qualquer penteado como Julia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Esmalte, o novo acessório de moda

Assistindo ontem ao GNT Fashion, fiquei inspirada a falar sobre esmaltes. A entrevista de Lilian Pacce com a figurinista Marília Carneiro, lenda viva do figurinismo de telenovela no Brasil, foi ótima. Em uma das perguntas, Lilian quis saber: e o Boca Loka, linha de batons loucurinha que fez tremendo sucesso por conta da novela Ti-Ti-Ti na década de 80? Seriam relançados com o remake?
A resposta de Marília foi direta e objetiva. Nada de batons, o acessório de beleza da vez é o esmalte. Cada personagem tem uma cor característica e lança moda à sua maneira. A Melina, personagem da Mayana Moura, por exemplo, aderiu à francesinha invertida ou meia-lua, bem ao estilo retrô pin-up resgatado por Dita von Teese.
A editora de moda vivida por Malu Mader também abusa dos tons diferentes e cada qual compõe a personalidade de cada personagem com uma cor de esmalte. Até a respeitável senhora Fernanda Montenegro (diva!) tem usado maravilhosos tons de nude. *Mas no ooootro folhetim, o Passione. Coloquei tudo no mesmo balaio, sorry. Errata feita*. E dá-lhe cinzas, marinhos, corais, rosas, vinhos e até verdes. E pensar que, palavras da própria Marília, há pouco tempo a televisão (ou o público, ou os dois) só aceitava o uso do branquinho/misturinha ou vermelho.

Eu particularmente amo brincar com as cores e fazer do esmalte um acessório de moda mesmo. Mas devo confessar que apesar de lançarem cores lindas e inusitadas, algumas marcas internacionais não seguram no quesito durabilidade. Na minha última viagem comprei toda encantada o Nouvelle Vague, da nova coleção de verão da Chanel. Um lindo verde meio azulado ou azul esverdeado, isso é mistério. Acontece que... durou três dias. No quarto dia, já descascou a ponta, depois os lados, tudo... Decepção. E o fato é que para conseguir o mesmo tom ou similar, há o Sereia da Impala ou o Absinto da Colorama. Melhor e sem dúvida mais barato. Sorry, mas de esmaltes ainda entendemos melhor. Fica só o fetiche da embalagem e ter um produto Chanel, nem que seja um esmalte.

Digo com conhecimento de causa que os nacionais são os melhores porque tive outra experiência desastrosa com um segundo estrangeiro, desta vez o Mavala. Descascou no... dia seguinte! Speachless.

No momento tenho amado os nudes e fofos do tipo "não me preocupo com isso". Esse é o Chic Pele da Colorama, que não encontro em nenhum salão que eu vou, tenho sempre de levar meu frasquinho.
Foco não é bem o forte dessa foto, mas dá pra visualizar a cor do esmalte, isso que importa. Ele é uma cor não cor, bem nada mesmo, mas toda vez que uso ouço elogios e gente querendo saber de onde é. A última foi uma distinta senhora, na FNAC. "Ah, mas é importado, né?" Eu: "Não, é da Colorama mesmo." Há, adorei.

Bom, ainda tenho esperança com os gringos, quero experimentar a Essie, que tem cores maaara assim nessa pegada romântica/rosinha/nude e os da Eyeko, que ia comprar em Londres mas acabei me esquecendo no meio da minha lista gigantesca de to do´s na capital inglesa. Esse Lilac é muito fofo, quero experimentar. E o Nude, então?


Bom, voltando de onde começamos, a Globo poderia aproveitar a excelente deixa do remake de Ti-Ti-Ti para fazer uma parceria com uma grande empresa de esmalte e lançar os ditos, com o nome de seu respectivo personagem. Vai ser estouro de vendas, isso é certo.
Um viva aos esmaltes de cores lúdicas, românticas, alegres, fluor, foscas, discretas! Vida longa a esse novo e já indispensável acessório de moda. Para finalizar esse post giga (provavelmente o maior da história do Fashion Art Life) essa foto demais, que é a reunião das mãozinhas super coloridas das minhas amigas queridas e mais que it-girls Vanessa Salem, Lili Carneiro, Kátia Simone, Olga Cohen e Dorien Barreto. Pelas cores dá pra ver que era verão! Precisamos renovar o look book, gatas!