quarta-feira, 4 de março de 2009

Leilão do século


Como previsto, o leilão da coleção de arte de YSL e Pierre Berger pela Christie´s em Paris foi mesmo o leilão do século, superando todas as expectativas. Todas as obras foram arrematadas(com exceção do Picasso, cujo lance máximo foi de 31,5 mi de euros, abaixo do valor pedido por Berger) e o resultado final da venda foi de 373,5 milhões de euros. Em plena crise financeira mundial, bateu o recorde de uma coleção particular de arte, de 1997. O quadro acima, Les coucous, tapis bleu et rose, de Matisse, foi vendido por 36 milhões de euros. Sem falar nos Mondrian, Chirico, móveis art deco, esculturas de bronze... Benemérito, Yves doou o Goya acima ao Louvre no leito de morte.

terça-feira, 3 de março de 2009

Clap,clap,clap!


Ainda no assunto Oscar, mais do que merecidéssima a estatueta de Melhor Atriz para Kate Winslet. Assistam não só O Leitor (The Reader) , atuação pela qual ela levou o prêmio, mas também Foi Apenas um sonho (Revolucionary Road). Ela está impecável nos dois, e ambos são histórias de amor e de vida imperdíveis. Tramas fortes, prepare as emoções e o lencinho se necessário. Daqueles filmes dos quais não se sai da sala do mesmo jeito que entrou. Traduzindo, bom cinema.

Tomara que não!



Nove entre dez estrelas estavam de tomara-que-caia no red carpet da última premiação do Oscar, dia 22 de fevereiro. Jennifer Anniston de Valentino Couture, Amy Adams de Carolina Herrera, Penelope Cruz de Balmain vintage (vintage mesmo, segundo ela o vestido tem 60 anos), Sarah Jessica Parker de Dior Couture, Anne Hathaway de Armani Privé, Natalie Portman também, Beyoncé também, Alicia Keys idem...Nem pus todas as fotos aqui para não ficar cansativo. Todos os vestidos belíssimos, as joias nem se fala.... Mas, cadê a diversidade? O que houve, garotas? Falta de criatividade ou muito muito muito medo de errar? Tomara-que-caia é sem dúvida um corte lindo, que favorece o colo e fica bem na maioria das mulheres, mas peraí... Lembra quando não havia um, UM casamento sequer no qual a noiva não estivesse usando um tomara-que-caia??? Quer dizer, nem é preciso lembrar-se muito, isso ainda acontece, na verdade... E posso falar? Me irrita deveras! A moda nos oferece taaaaantas possibilidades... É até sacrilégio nos limitar assim dessa maneira. Pronto, falei.

P.S.: No quesito cores a ousadia também passou longe, não? Das cinco fotos, quatro são de um off-white, bege, assim assim... que não deixa de ser lindo.

Cinquentona


A Barbie tá fazendo aniversário. Cinquenta primaveras tem a fofa. Vocês viram na Oprah a Barbara, que inspirou a boneca? Quem viu me conta porque eu não prestei muita atenção. Ela é filha do cara que criou a Barbie, é isso? Nossa, quem não brincou de Brabie, tinha coleção e casa e roupinhas mil e Kens, que atire a primeira pedra. E como ela influenciou (mal?) nossa noção de estética! Gerações inteiras de meninas em todo o mundo cresceram acreditando que o bonito é ser magra, alta e de preferência loira! Tem até quem diga que a criação de um brinquedo para meninas que ostenta formas tão femininas como seios, longos cabelos e traços delicados no rosto maquiado até antecipou a puberdade das meninas, já que antigamente as bonecas eram nada mais do que figuras infantis e a Barbie é uma mulher! Mas apesar dos pesares eu gostei, gosto e vou continuar gostando. Há uns 15 anos doei minha coleção com o peito apertado (séério, hahahahaha), mas ainda hoje páro encantada na frente da vitrine da loja de brinquedos. Barbie fada, Barbie bailarina, barbie noiva, Barbie verão, Barbie esquia na neve..... Happy B-day.

Chove chuva

Gente, feliz ano novo, né? Passou o carnaval, passou fevereiro e agora as águas de março fecham o verão. Literalmente, um pé d´água atrás do outro. Me lembro que tive uma aula na faculdade que interpretava filmes e toda a simbologia que estava por detrás de cada cena, de cada acontecimento. E a chuva representava sempre uma grande mudança no enredo. Isso me marcou e sempre que chove sinto que as coisas estão mesmo se renovando. Sempre para melhor, claro. Tem mil exposições de arte e moda incríveis rolando mundo a fora, vários filmes excelentes no cinema (Carnaval cultural foi ideia esplêndida) e a vida que segue. Que venha 2009 com tudo de bom que ele possa nos trazer.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ziriguidum


Que coisa estranha é esse tal Carnaval. Não é uma festinha básica como o Mardi Gras em New Orleans ou sei lá... em qualquer outro lugar sensato da Terra. No Brasil o País pára. Como disse o José Simão em sua coluna diária na Folha de São Paulo: "A partir de hoje é proibido pensar" Rs. Pois este ano decidi fugir do Carnaval. Não, não é protesto, é preguiça mesmo. Estarei no pólo oposto aos blocos, festas, desfiles, concentrações e bailes. Pretendo assistir a todos os bons filmes que estão em cartaz antes do Oscar, ler muito (reitero: Steinbeck é mesmo muito bom), organizar minha casa e descansar. E pelo que tenho visto, não sou a única com pouca paciência para os tamborins, confete e serpentina. Então, para os que gostam ou não da folia, bom feriado!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

La Chapelle na cidade luz


Falando em Paris... Está rolando até 31 de maio no Monnaie de Paris (http://www.monnaiedeparis.fr/) uma exposição retrospectiva do fotógrafo americano David Lachapelle. Essa atmosfera surrelista que ele aplica em toda imagem que clica é fantástica. Fotografou dezenas de celebridades fugindo do óbvio, com resultado incrível, artístico. A mesma expo passou por São Paulo em 2007. Numa galeria de Amsterdã (das milhares que existem lá, juro, a cada quarteirão são no mínimo cinco, uma loucura) vi pra vender umas ampliações gigantes das fotos dele que eram fantásticas. A mesma expo passou por São Paulo em 2007, fiz uma matéria sobre, segue o link: http://marilialevy.blogspot.com/2008/05/surrealismo-quadro-quadro.html Ai, vamos todos pra Paris? Quem aí tem uma permuta com a Air France?

Funny Face




Já tinha assistido meio pela metade e na televisão ao filme Cinderela em Paris, com a musa Audrey. E ganhei de aniversário de uma amiga querida o DVD do dito, cujo nome original é Funny Face. Me deliciei na tarde chuvosa de domingo assitindo ao longa, reparando em todas as suas nuances e vibrando com tudo... Imagine você a funcionária de uma livraria escondida em Nova York ser escolhida por um renomado fotógrafo de moda para ser a mais nova e badalada modelo da temporada e fotografar um editorial para uma mega revista de moda em... Paris! É realmente a história da gata borralheira que muda de vida e ainda encontra o príncipe encantado. Fofo! Fred Astaire, é inegável como excelente dançarino, mas como par romãntico deixou um pouco a desejar, não acham? Não tem nem de longe o mesmo appeal de Hepburn. Mas o filme é lindo, vale por Paris, por Audrey, pela história permeada de moda e livros, intelectualidade e frivolidade.... E os extras são bárbaros, revelam a história dos figurinos, do relacionamento da atriz com o então jovem e desconhecido costureiro francês Hubert de Givenchy.... delícia de programa para uma tarde ociosa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Wish na Folha

A primeira edição do ano de Wish Report ganhou destaque na coluna da Monica Bergamo nesta segunda-feira. Andrea Dellal posou para nosso editorial de joias (não me conformo de joias ter perdido o acento, não me conformo! Que idéia!!! Opa, quero dizer, que ideia!) e lógico, virou notícia, como sempre. Arrasa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Just love it

Boa notícia para as que se sentiram "órfãos" da Allure. (Explicando: não que a Love será sobre beauty como a Allure, mas será uma nova publicação aparentemente bem bacana no lugar de outra que fecha as portas) Sai dia 19 de fevereiro a mais nova publicação da Condé Nast UK: LOVE. Nome sugestivo, não? A revista começa semestral, num formato um pouco maior do que as outras da mesma editora e com propósito de trazer "fashion and fame", mas num estilo autoral e experimental e com excelente nível editorial. Não à toa, será comandada por Katie Grand, co-fundadora da Dazed & Confused e com passagem em outros títulos da filial inglesa da Condé Nast: Pop, GQ, Glammour... A LOVE estréia na semana de moda londrina e chega logo com três opções de capa. O roqueiro Iggy Pop, a modelo Iris Strubegger ou a new british sweetheart Agyness Deyn, que encarnou ninguém menos que a Rainha Elizabeth. God save the Queen.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Higher

Sempre me orgulhei de ler os lançamentos, todos os que estavam na lista dos mais vendidos da Ilustrada e da Veja... Os clássicos me davam um certo ranço de colégio, e de alguma maneira eu imaginava que por não serem contemporâneos não tinham nada a ofecerer. Até que um amigo me disse que eu tinha que ler John Steinbeck. Sim, minha reação foi exatamente essa. "João quem???" Mas segui o conselho e estou mergulhada nas páginas de A leste do Éden, um dos clássicos do autor americano, ao lado de Vinhas da Ira e Boêmios Errantes. Gente, é tanta riqueza de personagens, de cenários, os perfis psicológicos são tão completos que passam a impressão de que a gente conhece a fundo todo mundo envolvido na trama... E quando a gente acha que tá perfeito de tão vibrante, aparece um novo elemento que encanta ou choca... Simplesmente incrível. Uma aula sobre os tipos humanos mais diversos, as agruras e desafios da existência... Um livro sobre força, fraqueza, desejos, segredos, sobre a vida. Sério, larguem já aquele best-seller qualquer e leiam. Próxima estação: Dostoiévski. E depois Philip Roth, que o povo diz que é um dos, senão o único contemporâneo que realmente vale a pena.

Literatura salto alto




Por estar envolvida em um projeto de uma revista customizada feminina to focada em tudo o que diz respeito a esse universo bem frufru. Moda, beuty, filmes e até livros... O mercado editorial brasileiro parece que viu nas mulheres um mercado em potencial e mandou ver nos lançamentos de livros que interessam quase que exclusivamente à elas. É o caso de Deus usa batom, de Karen Berg, O amor é fogo, de Nora Ephron e Fazendo as malas de Danuza Leão. Cada um com seu contexto, mas todos agradando o público feminino.

Em Deus usa batom, a mulher de rabino Karen Berg, responsável por apresentar a cabala a famosos como Madonna, Demi Moore e Donna Karan, entre outras celebrities, propõe uma "cabala para mulheres". Tentador, já que essa ciência foi proibida ao sexo feminino por mais quatro mil anos. Bem didático.

O amor é fogo, de Nora Ephron, nasceu a partir de uma desilusão amorosa da autora na vida real. É o relato em primeira pessoa de quando Nora descobriu, grávida de sete meses, que o marido a traía. Livro de tragédia, então, certo? Eraaado! Acreditem, é uma comédia escrachada, Os nomes foram trocados e tudo isso aconteceu há 20 anos, mas mesmo assim é um mérito transformar dor em humor, não acham? Ah, só pra constar, Nora é autora de best-sellers que viraram filmes de grande sucesso como Harry e Sally, feitos um para o outro, Sintonia de amor e Mensagem para você.

O novo de Danuza Leão, Fazendo as Malas, é meu favorito. Nos faz relembrar o porquê viajar é uma das melhores coisas da vida, sob o ponto de vista feminino do romantismo, elegância... Compras ... rs E no final traz um roteiro quente da região viajada em questão (Sevilha, Lisboa, Paris e Roma), tudo com o olhar treinado da autora expert no assunto.

Noooo

Pessoas, desculpem minha ausência!!!! Esse começo de ano tem sido bem atípico e acho que estou no inferno (sim, é inFerno, não inVerno, tks, Ripilica!) astral básico de pré-aniversário! Rs To nada, to ótima.... ;)

Um alerta sobre os tais filmes de mocinha que andam pipocando nas estréias de cinema. Fujam de Noivas em guerra. É da categoria que dá vontade de pedir o dinheiro de volta na bilheteria após a sessão. O figurino não enche os olhos, o roteiro é previsível, a trilha não embala... A idéia central renderia situações bem divertidas, mas que não foram bem exploradas. Zero surpresa... Tristeza...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cinema fashion


Nossa, esse parece ser o ano dos filmes ligados à moda. Já tem data a estréia no Brasil de Coco Before Chanel, dirigido por Anne Fontaine: 22 de maio. A Audrey tá muito bem caracterizada de tailleur tweed, fofa.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Chick movies



Um filme bem na categoria "cinema para mocinhas" é Delírios de Consumo de Becky Bloom, que estréia em fevereiro nos Estados Unidos e só em abril no Brasil, mas as fashionistas já estão aflitas. Do livro best-seller homônimo de Sophie Kinsella, Confessions of a shoppaholic é a história de Becky, interpretada pela fofa Isla Fischer (parece, mas não é a Amy Adams de Encantada), uma jovem enlouquecida por roupas e acessórios, consumista desenfreada que não resiste à uma liquidação e vive com problemas financeiros por conta disso. Vi o trailler, é diversão pura. Sem falar no figurino incrível de Patricia Field, mesma de Sex and the City e Diabo veste Prada. *Aaamo a maneira como ela mescla as cores sem ficar over, tem talento essa senhora...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Chanel e seus amores


Audrey Tatou, a eterna Amelie, não será a única a encarnar Mademoiselle Chanel na tela grande. Outro filme sobre a estilista francesa será lançado em abril na Europa, com a atriz Anna Mouglalis no papel principal. O longa, de menores proporções comerciais de Coco before Chanel, sem data de estréia prevista, leva ao público o tumultuado romance da modista com o compositor russo Igor Stravinsky em meados de 1913. Coco Chanel & Igor Stravinsky é o nome do filme, adaptado do romance Coco et Igor, de Chris Greenhalgh. Tomara que não seja daqueles filmes que nem chegam aos cinemas brasileiros, porque fiquei louca pra ver.

Madonna e Vuitton


Quem mandou bem mesmo no quesito celebrity foi Marc Jacobs que escolheu Madonna como modelo da campanha de verão da Louis Vuitton, marca na qual o americano é diretor criativo. A musa pop foi fotografada por Steven Meisel, que já a clicou para outras campanhas e para inúmeras capas, em Los Angeles, mas num cenário que remetia a uma atmosfera de bistrô parisiense. Falando em Marc Jacobs, vi a entrevista dele na Oprah, que coisa fofa que ele é, nada blasé, um querido!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Holmes para Miu Miu

Miuccia Prada mantém firme a idéia de ter celebrities como garota propaganda. Depois de Lindsay Lohan, Kirsten Dunst e Vanesa Paradis, é a vez de Katie Holmes, a mãe da fofa Suri, ser a estrela da campanha de verão 2009 da Miu Miu. Agora, vem cá, momentinho veneno... Quem era essa garota antes de ser a Sra. Tom Cruise? A mocinha de Dawnson´s Creek, seriado do qual poucos ainda se lembram e que mais? Enfim, tá aí a moça, só poder, fotografada pela dupla de fotógrafos mais que incrível Mert Allas e Marcus Piggot.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dita diva


A pin-up Dita von Teese vai vestir uma criação exclusiva do estilista libanês Elie Saab no seu show. Além de estilosérrima e linda de morrer ela não é boba nem nada, tá sempre na fila A dos desfiles gringos mais bombados.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Chanelzinho básico


Está aberta a temporada de noites de gala em Hollywood. Foi-se o Globo de Ouro, logo mais é o Oscar e nesse meio tempo várias premiações acontecem. Alguém por favor só me fala o que é esse vestido Chanel Haute Couture que a Anne Hathaway usou ontem no National Board of Review of Motion Pictures(?!?). Me explica, alguém, antes que eu morra de tanto suspirar!!!!!!!

Hot Stamp

A revolucionária Mary Quant, criadora da mini-saia na década de 60 virou selo dos Correios britânicos. A fofa completa 75 anos mês que vem e tem lugar garantido na história da moda. Num parece a versão brunette da Twiggy?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estilo Michelle


Todos assistiram e vibraram ontem na posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama. Mas os fashionistas estavam ansiosos pelo figurino da nova primeira dama, que fez um desafio entre novos designers e elegeu o modelito dourado da jovem Isabel Toleto, estilista de 25 anos, americana de origem cubana. E arrasou. Legitimando seu apoio incondicional aos jovens talentos, Michelle usou um lindo longo branco de um ombro só de Jason Wu, de 26 anos, em um baile inaugural na Casa Branca. E também usa os clássicos como Narciso Rodriguez, Sonia Rykiel... E faz um simples vestidinho de loja de departamento virar best-seller. Sou fã dessa mulher!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ballet em páginas


Acabo de ganhar o livro "Bastidores do Municipal" , coletânea de imagens do fotógrafo Bruno Veiga, que passou um ano nas coxias o Municipal do Rio de Janeiro captando todos os movimentos dos bailarinos, músicos e técnicos, nos ensaios e espetáculos. Lindo, lindo, lindo. Sempre amei ballet, desde a época em que treinava o pliè com seis anos de idade. Infelizmente, abandonei a "carreira" aos dez anos, bem antes de chegar à sapatilha de ponta, mas os comandos de elevè, e demais subdiretrizes do pas des deux me marcaram a infãncia, assim como vestir a meia calça rosa e fazer o coque envolto em redinha. Tudo no ballet é mágico e esse livro não poderia ser diferente. Leva o leitor ao universo lírico da dança e também homenageia os 100 anos do Municipal carioca. Da editora Desiderata, com texto de Mauro Trindade e prefácio de Luiz Paulo Horta.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Califórnia recebe YSL

Está rolando até o dia 05 de abril a exposição Yves Saint Laurent no de Young Museum de São Francisco, nos Estados Unidos. Em parceria com a Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, na exibição o visitante verá as formas que tornaram de Yves um ícone da moda e os recursos dos quais se valia para sua criação, como arte, literatura, história e a própria natureza. Estão expostos mais de 130 modelos do estilista, além de desenhos e fotos. O de Young fica no número 50 da Hagiwara Tea Garden Drive, no Golden Gate Park. Na foto, um modelo YSL de gala, 1970.

Novidades Adriana Barra




Adriana Barra firmou parceria com a Clube Bossa, marca hype de biquínis e com a carioca Verve, igualmente bacana grife de lingeries, para desenvolver essas linhas de produtos com a sua cara. E a Dedricatessen, agência de criação da estilista (o nome não poderia ser mais sugestivo, não?) fez artigos de papelaria muito fofos. Tem cadernos, estojos, blocos... Ideal para encontrar aquela agenda que vai te acompanhar o ano todo. Novos produtos, todos com a marca registrada de Barra: as estampas lúdicas e coloridas, as bonecas.... Lindo, vale conferir!
Adriana Barra: Rua Peixoto Gomide, 1801, Casa 5 – Jardins

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Margiela na Antuérpia



Os fãs do minimalismo de Martin Margiela podem visitar até dia 08 de fevereiro uma exposição dedicada ao designer no Momu (MOde MUseum) da Antuérpia, Bélgica. No ambiente clean do museu estão exibidos os geniais looks do estilista em manequins. O misterioso criador belga nunca apareceu em entrevistas, fotos, nem vídeos. Sua maison completou vinte anos de existência em setembro do ano passado e hoje pertence ao conglomerado de Renzo Rosso. Programa imperdível para quem está na Europa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Aventura na Saxônia

(Desculpem o texto longo, mas comecei a escrever despretenciosamente e quando vi era um romance. E como é um relato pessoal, deixei não editado. Para quem tiver tempo e paciência.)

Minha viagem à Alemanha me rendeu muita história boa, mas a melhor é de longe o episódio em que me perdi do grupo, no caminho para Dresden, a cidade que mais me surpreendeu. Aconteceu assim: o itinerário inicial previa um trem direto de Frankfurt (onde nos “escondemos” em Eltville, uma cidadela às margens do Reno) a Dresden, destino para o qual eu não tinha muita expectativa. Qual não foi nossa surpresa ao constatar que tal trem havia sido cancelado. A opção era fazer um caminho mais longo, de Frankfurt, a capital financeira, à Leipzig e de lá seguir até Dresden.

Em Leipzig, maior cidade da antiga Alemanha Oriental e berço do compositor Richard Wagner, haveria uma espera de 30 minutos. Decidiu-se então que não faria mal ver a cidade por um instante, nem que fosse apenas da porta da estação ferroviária. Acompanhando as fumantes do grupo, ansiosas para acenderem seus cigarrinhos, proibidos em lugares fechados na Europa desde janeiro do ano passado, fui à saída. Já com a imagem da cidade, ainda que em mínima fração, gravada na retina, resolvi dar meia-volta e ir a uma farmácia que tinha chamado minha atenção na ida, mas como sempre não pelos medicamentos e sim pelos artigos de perfumaria e acessórios de cabelo. Curiosamente não achei o tal estabelecimento, mas encontrei uma substituta ainda melhor: uma simpática lojinha só de acessórios e balangandãs, do tipo que tenho aos montes em casa, mas que nunca levo em viagens e estavam começando a fazer falta tremenda. Além disso, adoro comprar souvenires de viagem que poderão ser usados de fato, como roupas e bijus. A fila era mínima, mas com a lentidão da atendente do caixa, os tais cinco minutos que tinha disponíveis se prolongaram para sete ou oito. Foi o suficiente para sair da loja já apressada em direção ao ponto de encontro do grupo, o café Ludwig, não me esquecerei jamais... Simplesmente não o achava. Ao me dar conta que estava perdida, questionei à balconista de uma lanchonete que respondeu com seu parco inglês que (inacreditavelmente) não conhecia tal lugar. Será que foi minha pronúncia de um nome tão alemão que ela não compreendeu? “Ludivigui, please?” Só sei que já em desespero pergunto a uma transeunte que se compadece da angústia estampada em minha face e replica com um sentido “no english”. Continuo a correr e acho um oficial ferroviário que acredito ser a minha salvação. Ledo engano. O dito me repete o tão temido “no english”. Foi aí que descobri que na ex- Alemanha Socialista a maioria não domina o idioma inglês, imagino que o acesso ao ensino de línguas estrangeiras que não o russo era restrito ou talvez até interdito. Apelo para a linguagem universal das letras e algarismos, apontando com as mãos trêmulas o número da plataforma em meu bilhete de primeira classe. Ele por sua vez também aponta com seu indicador a escada, na qual eu havia descido para a saída e depois me esquecido por completo. Estava no andar errado. Distração e total ausência de consciência geográfica e espacial são algumas das minhas características mais conhecidas. Não tive tempo nem fôlego de usar uma das poucas (únicas, confesso) palavras que aprendi no hermético idioma germânico: danke.

Subi as escadas que levavam às plataformas como uma maratonista e agradeci aos anos em que me dediquei ao Atletismo no colégio. Como nunca tive habilidade alguma com bolas e regras elaboradas, e era um desastre em qualquer partida de basquete, vôlei ou handball, me restaram as modalidades esportivas do salto em distância, corrida e revezamento para ocupar os longos minutos das aulas de Educação Física. Bom, tal prática me rendeu senão velocidade espantosa, mas ao menos passos largos. Já no andar de cima, de onde nunca deveria ter saído, alcanço o famigerado Ludwig, café no qual jazia o silêncio, a mesa vazia, nenhuma bagagem, inclusive as minhas, e nem sombra dos outros sete componentes do grupo. Meu coração já aos pulos, gelou. Sigo correndo para a plataforma indicada no bilhete. No caminho tento confirmar, aos berros, em inglês, e para ninguém em específico, se aquela locomotiva parada lá ao longe é a que segue para Dresden. Um distinto senhor robusto de cabelos e barba grisalhas e óculos de grau se assusta um pouco com tal figura desconcertante (uma garota morena e de cabelos escuros, extremamente exótica para os padrões da região, correndo como maluca e gritando em língua estrangeira) mas me afirma que sim, aquele trem vai a Dresden.

Com injeção de ânimo pela confirmação sigo correndo. Já ouço o ruído das máquinas preparadas para o movimento, mas ainda há esperança. Ele, o trem, está estático, e na minha mente em pânico, à minha espera, não partiria sem mim. Quando alcanço a ponta do último vagão, as portas se fecham e o trem começa a se mexer lentamente. Num momento de loucura típica dos desesperados, aflitos e abandonados, não dou a luta por vencida e continuo a corrida. A personagem Lola, daquele filme coincidentemente alemão, teria inveja de mim. Na minha cabeça me perguntava se seria mesmo possível que aquilo estivesse acontecendo. Não... Aquele trem não levava os meus companheiros de viagem... Depois de uma fração de segundo que trouxe esse pensamento consolador, vejo sair da janela do trem uma cabeçinha loura, da alemã que falava inglês com forte sotaque britânico, representante da rede de hotéis que nos recebeu. Quando a vi tive certeza de que estava mesmo perdida e recomecei a correr ainda mais rápido e a gritar com o pouco fôlego que me restava a estúpida demanda: “Stop the train”, repetidas vezes. Mas o maquinista parecia não fazer muita questão da minha presença a bordo e o trem saiu da plataforma, seguindo sua direção nos trilhos.

Desconsolada, pensei (se é que tal ato é possível nas dadas condições) o que faria sozinha naquela cidade na qual não falava mais do que quatro palavras. Começo a andar de cabeça baixa na direção contrária, voltar à estação, uma vez que estava quase nos trilhos. Quando num momento iluminado, ergo o olhar, vejo o mesmo senhor que me havia ajudado antes. Ele acenava para que eu o seguisse. Não tinha mais nada a perder, qual perigo havia em acompanhar o sósia do Papai Noel? Afinal de contas, era época de Natal, tudo me levava a confiar no bom velhinho, ou melhor, no velhinho que parecia bom. O danado corria bem e eu já estava acabada depois de toda aquela perseguição inútil. Quando o alcancei, ele me disse que também estava indo a Dresden, assim como eu havia perdido aquele trem, mas que haveria outro em três minutos. Na plataforma quase que oposta a que estávamos. Num ato de heroísmo dado o meu atual sedentarismo, reuni o pouco de ar que me restava e o segui. Assim que entramos no trem as portas se fecharam e partimos. Pontualidade germânica realmente não combina com os horários frouxamente compromissados da nossa cultura. Talvez por isso não existam trens de passageiros no Brasil.

Agradecida por estar a caminho, mas preocupada com o grupo que deveria estar aflito pela minha “perda”, comecei a conversar com o senhor, que se apresentou como professor doutor Bernhard Ganter. Além de lecionar Matemática na Universidade de Dresden era também diretor de um museu dedicado à disciplina na cidade. Dr. Bernhard me falou da esposa, dos filhos e de sua cidade: Dresden. Falou sobre a vida na Alemanha Socialista e muitas coisas interessantes do país e da região. Na época, o pouco comércio que existia estava sempre com mercadorias em falta. Não havia lojas de roupas, apenas de tecidos e aviamentos, também em pouca quantidade e variedade. Mas segundo Bernhard relembrou nostálgico, todas as moças se vestiam impecavelmente. Estavam sempre elegantes graças à habilidade com a costura e criatividade. Quando uma loja oferecia linhas e agulhas, as mulheres tratavam de comprar rápido e em quantidade que durasse pelo menos dois anos, já que não se sabia quando tal produto voltaria às prateleiras. O mesmo com tecidos e calçados, que eram raros e cada pessoa tinha três ou no máximo quatro pares. Os alimentos eram baratos, mas racionados e sem variedade alguma. Mas nada disso incomodava muito Sr. Ganter. O que lhe angustiava era a falta de liberdade daqueles dias. Moradores da Alemanha Oriental não podiam viajar, nem sequer visitar parentes do lado Ocidental. Alemães do regime capitalista até podiam cruzar essa fronteira, mas a investigação e a vigilância eram tamanhas que poucos se encorajavam. Era pior do que dois países diferentes que não podiam se comunicar, era um única nação, porém dividida e segregada por completo.

Passamos por cidades menores no caminho, cidades universitárias, de jovens, porém todos os rapazes e moças que desciam do trem tinham semblante triste e cansado. Sr. Ganter me explica que as cidades ex-socialistas ainda não estão totalmente integradas à economia e muitos dos jovens não tem perspectivas de trabalho e crescimento em suas cidades natais e apesar de contar com o auxílio do governo mais rico da Europa, não vêem no futuro grandes expectativas. Melancólicos, os vi saírem do trem cidade após cidade, umas três ao longo do caminho, e todos incapazes de esboçar um mínimo sorriso tímido sequer.

Animado pela proximidade de Dresden, Sr. Ganter parece abandonar a cátedra da Matemática e assume de vez o jaleco de professor de História alemã, dando continuidade à verdadeira aula em movimento. Fundado por Augusto o forte no século 11, Dresden estava praticamente em ruínas há vinte anos, antes da reunificação. Aos poucos a reconstrução dos prédios históricos e restauração de igrejas, pontes e praças com arquitetura rococó às margens do Rio Elba, devolveram a atmosfera incrivelmente romântica que remete à cidades do leste Europeu. A comparação com Praga é inevitável. Chegando à estação, o senhor me ofereceu carona até o hotel. Por ter salvo minha viagem eu apenas lhe disse que não sabia como lhe agradecer. Ele fez sinal de que não foi nada, eu fechei a porta de seu carro, uma BMW antiga, e ele seguiu... Mesmo ele tendo se identificado como humano, terráqueo, alemão e pior, professor de Matemática, ainda acho que era um anjo da guarda.

O resto é história para Wish Report... Na foto, Dresden noturna. Apaixonante.
*Um adendo: para os que já imaginaram de cara que era um velhinho tarado qualquer, ele é meeeesmo um acadêmico f*** na Alemanha, achei o link da universidade pra vcs conferirem e verem o rostinho dele. Me falem, não parece o Papai Noel? Bom, para uma pessoa perdida na neve dia 10 de dezembro, qualquer pessoa vira o papai noel, mas enfim...

Coleção de arte de YSL será leiloada


Wish mostra com exclusividade a coleção particular de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé. Companheiros por décadas, eles mantinham, em casa, 700 obras, dentre Picasso, Mondrian, Matisse, Goya e Cézanne. Tudo isso, em breve, estará à venda.
por Marília Levy

Uma das mais suntuosas coleções privadas de arte da Europa está à venda. São mais de 700 obras de diversas épocas, estilos e continentes, dentre quadros, esculturas, móveis e antigüidades. O conjunto impressiona não só pela quantidade, mas também pelo ecletismo e valor artístico. Há telas de Mondrian, Matisse, Goya, Picasso e Cézanne. O extraordinário tesouro é resultado de 50 anos de parceria de dois grandes admiradores da arte: Yves (Henri Donat Mathieu) Saint Laurent e Pierre (Vital Georges) Bergé. Companheiros e sócios desde que se conheceram em 1958, ambos compartilhavam o mesmo amor à arte e iniciaram juntos uma estupenda coleção, dividida em dois endereços: no apartamento de Pierre, na Rue Bonaparte, e na residência de Yves da Rue Babylone, ponto nobre do 7º arrondissement, na Rive Gauche de Paris.

Filho da classe média do interior francês, Pierre migrou para Paris para se dedicar à literatura. Fez amigos como o escritor Jean Cocteau, de quem detém os direitos da obra até os dias atuais. Ao final da década de 1950 conheceu o jovem costureiro Yves, recém-chegado da Argélia, que logo seria assistente de Christian Dior. Foi o início de uma união para toda a vida. Bergé se tornou sócio da maison de alta costura de Yves Saint Laurent, que abriu as portas em 1962. A partir daí, encabeçaria todas as negociações e se tornaria o empresário da excepcionalmente bem-sucedida grife. Mas sua participação no mundo da moda não se limitou à sociedade com o estilista. Em 1973, Bergé criou o grupo Mode et Création, que representava os estilistas de Paris perante a Câmara Sindical da Moda, e os incentivou a apresentar suas coleções no mesmo evento. Nascia, ali, a primeira Semana de Moda da cidade. Coleção após coleção, de alta costura e prêt-à-porter, Yves Saint Laurent marcou para sempre seu nome na história do vestuário contemporâneo e sua morte, em junho deste ano, foi considerada a perda de uma das últimas lendas vivas da moda, ao lado de Gabrielle Chanel, Christian Dior e Hubert de Givenchy. A quem possa estar se perguntando o porquê de se desfazer de tamanho patrimônio cultural acumulado ao longo de décadas, Pierre Bergé explicou na ocasião do anúncio oficial do leilão: "Yves está morto. Essa coleção não tem mais significado para mim, quero apenas dar um fim a tudo isso." Do enorme acervo, Bergé reservou apenas duas peças de maior valor afetivo: uma escultura africana e o retrato do estilista feito por Andy Warhol em 1972.

A Christie’s, organizadora do evento, é parcimoniosa ao falar de valores e acredita que a soma deverá chegar a 300 milhões de euros. Porém, especialistas revelam que se trata da "venda do século", e que deve ultrapassar com facilidade a marca de meio bilhão de euros, ou quase um US$1 bilhão. Peças improváveis de se achar fora de um museu, como uma escultura de madeira do período ptolemaico egípcio, datada do século 4 a.C., estará à venda a um lance inicial de 70 mil euros. Mestres em mesclar estilos artísticos dos mais diversos na decoração, Laurent e Bergé conseguiam compor ambientes onde uma escultura chinesa da Dinastia Qing e vasos art déco de Jean Dunand conviviam em perfeita harmonia com tapeçarias Gobelin, móveis italianos do século 18 e composições cubistas de Fernand Léger e Mondrian. "Para Yves Saint Laurent, a arte era uma necessidade vital, indispensável à sua inspiração, era como o ar para sobreviver. Ela apaziguava sua personalidade depressiva", relembrou o marchand de antigüidades Alexis Kugel ao periódico francês Le Figaro.

O leilão acontece durante três dias, de 23 a 25 de fevereiro de 2009, no saguão do Grand Palais, em Paris. Parte da renda será destinada à pesquisa de novos medicamentos para a Aids e à manutenção da Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, espaço criado em 2002 no número 5 da Rue Marceau para manter viva a memória do criador. A fundação reúne toda a obra do estilista, de croquis do início da carreira a modelos de alta costura e recebe exposições de arte e moda.

PUBLICADO EM WISH REPORT 25

FELIZ ANO NOVO!


Chega de férias, praia, sombra e água de côco. É hora de recomeçarmos os trabalhos, com força total. Que 2009 traga muitas alegrias a todos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Love is a higher law

Queridos, mais um ano chega ao fim. É meu primeiro Natal como blogueira e devo admitir que estou orgulhosa por ter criado (em maio) e mantido esse espaço onde falo livremente sobre as coisas que me interessam e me encantam. Qual não é a minha satisfação ao descobrir que os mesmos assuntos também interessam a outras pessoas, que visitam o blog e comentam os posts. Agradeço pelo carinho e pela amizade. Esse ano demorei para entrar no clima do Natal. Geralmente quando as ruas estão decoradas meu coração também está em festa e ando distribuindo sorrisos. E 2008 não foi assim. Apenas hoje me dei conta de que a noite de Natal é nesta quarta-feira, então já é mais que hora de celebrar. Celebrar por mais um ano vivido, por todas as vitórias, conquistas. E também refletir sobre os erros, mas sem mágoas. Apenas para crescer com isso e não errar de novo. Recentemente ouvi de uma amiga linda a seguinte frase: Love is a higher law. Ela é (pasmem) oito anos mais jovem do que eu, mas falou com uma autoridade e uma propriedade dignas de quem já viveu décadas. Eis a teoria: o amor é que deve guiar os passos da sua vida, e não a carreira ou o dinheiro ou seja lá o que for. Quem vive em função de outras "metas" que não o amor pode viver razoavelmente bem até certo ponto, mas não tardará o momento em que se verá vazio e triste. A felicidade está no amor. E essa época do ano é repleta de amor. O que é o Natal senão uma celebração do amor e da vida? É a festa que fazemos para comemorar o nascimento de um dos seres mais iluminados que já passou pela Terra. Que devotou sua vida em nome do amor, do bem e da luz. Então deixo vocês com essa mensagem, de que não há no universo lei nem força mais poderosa. Pode ser piegas, mas é real. Feliz Natal e até 2009, que virá trazendo muitas alegrias e novidades!

O Castelo de Vidro

Acado de ler mais um título na linha "mais vendidos". Prometo que vou voltar minha atenção aos clássicos, pelo menos agora nesse período de recesso no trabalho. Mas "O Castelo de Vidro", que passou dois anos na lista de best-sellers do The New York Times, tem seus méritos. São as memórias da bem sucedida jornalista americana Jeannette Walls, que teve uma infância de extrema pobreza ao lado do pai alcóolatra e da mãe negligente e (não havia esse diagnóstico no livro, mas dá pra reconhecer de longe pelo comportamento e atitudes) bipolar. Jeannette e os três irmãos recolhiam o que comer no lixo e moraram em estações de trem abandonadas à casebres úmidos e sem aquecimento. Mas ao mesmo tempo em que a criação das crianças era inóspita e desprovida de estrutura e disciplina, era incentivadora da curiosidade, da aventura, da leitura e descoberta, o que fez com que as crianças Walls fossem consideradas bem dotadas em algumas das escolas por que passaram. Em dado momento, os filhos cresceram e foram tentar a vida em Nova York. Os pais nômades acharam a idéia interessante e acabaram seguindo os passos dos "herdeiros". Na Big Apple viraram moradores de rua. Um livro inspirador, que instiga emoções das mais diversas. Os capítulos breves e a linguagem leve impulsionam a leitura e permitem que as 360 páginas sejam vencidas ao cabo de uma tarde ociosa de domingo. É acima de tudo uma história de superação e mudança de vida. Do sofrimento, escassez e falta de dignidade à vida próspera, saudável e feliz, contadas sem um pingo de mágoa nem de ressentimento. Serve tanto para valorizar o que temos como para buscarmos sempre mais.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Back from Germany


Voltei da Alemanha no sábado. Foi uma correria maluca, uma viagem intensa. Passamos por quatro cidades: Frankfurt, Dresden, Berlim e Hamburgo. Cada uma com seu espírito, suas características, amei. A mais diferente, a surpresa mais agradável foi Dresden, que era da Alemanha socialista, então tem ares de leste europeu, lembra Praga. Logo depois, vem a óbvia Berlim, a capital que respira modernidade e mudança. Prestes a completar o vigésimo aniversário de sua reunificação, a Alemanha é um país que tem muito a oferecer em termos de turismo, atividades culturais e compras. Vi a neve!!!! E tantas coisas mais...Vou falando aos poucos. Atendendo a pedidos, as palavras que aprendi em alemão. Schmetterling, glüwein, schloss, Reinharthausen, banhof, bitte, danke... e Tschüss!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Instituto Tomie Ohtake


A última quarta feira foi de descoberta cultural. Como o trânsito batia recorde em São Paulo por volta das 19h, aceitei o convite de uma amiga de redação para uma exposição de roupas de novos estilistas na galeria A Casa, ali em Pinheiros. Fomos à pé, claro. Éramos as quase únicas a caminhar na calçada. Porque o paulistano não anda à pé??? Bom, no caminho, conheci (de verdade, não de ouvir falar) o Instituto Tomie Ohtake, que tem uma arquitetura super moderna e é bem interessante também por dentro. Lá estão rolando exposições do designer Karim Rashid (tem tudo: cadeira, luminária, utensílio de cozinha, sapato, roupa, relógio...) e do escritor português José Saramago. Tudo de graça. Me dei conta que há muito o que ser explorado em São Paulo e às vezes nem ficamos sabendo.Essa expo do Saramago por exemplo, foi meio mal divulgada. Alguém viu em algum lugar??? Bom, a tal expo de novos estilistas não é digna de comentários, a não ser pelo aspecto cômico. O ponto alto foi o desfile performático. Preciso falar mais alguma coisa? Rolou uma certa vergonha alheia.

Hoje embarco para a Alemanha em uma press trip. Estou meio com medo do frio que está fazendo por lá, mas vambora! Agora eu quero é que neeeeve!!!! Até semana que vem. Bjs

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sabrina


Para inspirar essa segundona de final de ano... só mesmo nossa musa Audrey de Givenchy em Sabrina, filme de 1953. Assisti nesse findi a história da filha do chofer de uma rica família nova-iorquina que volta toda glamorosa depois de uma temporada de 2 anos em Paris (sonho!) e desperta o interesse dos dois herdeiros.... A personagem é vestida pela top figurinista da Paramount nas décadas de 50, 60 e 70, Edith Head. Mas Edith deixou o look borboleta, pós transformação, a cargo do jovem estilista francês Hubert de Givenchy. Foi o começo de uma longa amizade entre ele e Hepburn. Esse vestido é algo assim.... speachless. O filme traz outros figurinos lindos de Givenchy, mas esse vestido de baile, um autentico gown, é ponto alto. Assistam, porque além disso a história é linda, romântica... Agora vamos trabalhar. Bjo, me liga.